“Era melhor retirar as praças de pedágio das rodovias”, considerou Romanelli. Para ele, os locais se tornaram perigosos para os usuários, pois não há sinalização adequada e também falta iluminação. “Estes espaços já causaram acidentes graves”, completou. Ele também criticou a falta de manutenção do pavimento de diversos trechos, principalmente nas rodovias federais.
Para Romanelli, a demora para a realização de um novo leilão exigirá ações firmes do poder público para garantir a manutenção das rodovias e a segurança dos usuários. Ele ressaltou que o Governo do Estado está fazendo sua parte e entende que o Governo Federal também deve assumir suas responsabilidades.
“Muitos trechos de rodovias que estavam sob concessão até 2021 apresentam graves problemas”, disse o deputado. Ele lembra que as estradas federais são responsabilidade do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), mas também pontua que o Paraná já delegou para a União todos os trechos estaduais que compõem a nova proposta de concessão.
Prazo
O deputado explicou que o Tribunal de Contas da União (TCU) deve encerrar a análise do processo somente em agosto em razão da falta de informações que deveriam ser fornecidas pelo Ministério da Infraestrutura e ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).
Romanelli ressaltou que desde dezembro do ano passado o TCU está pedindo documentos complementares aos órgãos federais que patrocinam o projeto da nova concessão. “O prazo para a entrega das informações agora é 20 de maio. A partir daí os técnicos do Tribunal de Contas terão mais 75 dias para concluir a análise de todo o processo”, pontuou o deputado. “O cronograma de 2022 está comprometido e dificilmente será cumprido para que o leilão ocorra neste ano”, avaliou.
Na avaliação de Romanelli, é fundamental que o TCU faça uma análise aprofundada de todo o projeto, e avalie também as considerações técnicas que o Instituto de Tecnologia de Transportes e Infraestrutura (ITTI), da Universidade Federal do Paraná, fez recentemente. O estudo realizado a pedido da Assembleia Legislativa do Paraná, destaca o deputado, questiona uma série de itens da concessão. “O degrau tarifário de 40% não tem sustentação. É um prêmio para as concessionárias”, exemplificou.

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