“De uma forma muito prazerosa, quero expressar meus sinceros agradecimentos ao povo polonês que chegou ao Paraná em 1871. Nação amiga, povo trabalhador, abnegado, de luta, de vitória e conquistas trazidas desde então para o bem comum do nosso estado. Laços que perduram no tempo e nos fazem crescer juntos ainda mais”, afirmou o presidente da Assembleia, Ademar Traiano, que propôs a homenagem.
O Paraná conta com cerca de 1,2 milhão de descendentes – 300 mil só em Curitiba, o que faz da capital a cidade mais polonesa do país. História que começou no bairro Pilarzinho/Mercês em 1871. Eram 16 famílias que estavam em Brusque (SC) e outras 16 que acabavam de chegar da região da Alta Silésia.
“A Polônia se encontrava no domínio de três potências: Rússia, Prússia e Áustria. Não foi fácil para aqueles que deixaram sua pátria, chão e entes queridos para se aventurarem em terras distantes atrás de pão e liberdade”, afirmou a vice-presidente da BRASPOL, Maria de Lourdes Kuchenny, em discurso no Plenário. “Queremos agradecer à Assembleia por este reconhecimento especial em um ano tão significativo”, reforçou.
“Que presente mais lindo”, comemorou a secretária de Atividades Artísticas da BRASPOL, Danuta Lisicki de Abreu. Uma das últimas imigrantes vindas para o Paraná no pós-guerra, ela destacou a união dos povos e a religiosidade tão forte dos poloneses que deixou marcas perenes no estado. Ela coordena o Memorial São João Paulo II, construído para a vista do pontífice a Curitiba em 1980. O local tem sido palco de várias comemorações pelo sesquicentenário da imigração.
Também estiveram na Assembleia o presidente da BRASPOL, Rizio Wachowicz; a secretária do Movimento de Jovens Lindamir Skonieski e o secretário Administrativo da entidade, Alcides Ziemniczak. A entidade foi criada há 31 anos no Paraná e hoje está em 16 estados promovendo a cultura e tradição polonesas.

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